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domingo, 4 de julho de 2010

Rádio Peão: "Mas será que é verdade?"



"Mas será que é verdade?"

Quem nunca ouviu essa pergunta? Pergunta que na maioria das vezes surge a partir de um comentário quase sempre chamado de "boato" ou "fofoca". Aquelas notícias anônimas que correm publicamente.

Talvez estejam se perguntando: "Aonde iremos chegar com tudo isso?" Bom meu caro leitor, quero mostrar para vocês as consequências que essas conversar geralmente realizadas nos refeitórios, nos banheiros, nas salinhas de café, podem trazer para dentro de uma organização.

Mas quem será o responsável pela veiculação dessas notícias? Apresento a vocês a "rádio peão". A rádio peão em um simples conceito são as manifestações comunicacionais que não são controladas e correm pelo caminho da informalidade dentro da organização ou até mesmo fora pois pelo fato de ser onipotente ela atravessa os limites da empresa passando a estar presente na casa dos funcionários e até em outras empresas. O termo surgiu a partir da junção das palavras "rádio", o canal que veicula toda e qualquer infomação, e "peão" que através de um préconceito está ligado ao funcionário "chão de fábrica", por isso, entende-se que a rádio peão seria os comentários realizados pelos funcionários do "baixo clero". Claro que atualmente essa idéia é totalente absurda já que a rádio peão está presente desde os "serviçais" até a "alta nobreza" da administração.

Acredita-se que para amenizar essa situação deve-se dar voz e vez aos funcionários pois quando isso não acontece os mesmos se sentem constrangidos e de certa forma tem medo de buscar a informação direto com a pessoa encarregada de transmiti-la passando a ter conhecimento a respeito da mesma muito tempo depois, por terceiros e com toda a sorte de acréscimos. O pior acontece quando essas notícias podem afetar no desenvolvimento dos funcionários, na maioria das vezes as notícias tratam de demissões ou baixa produtividade na empresa e o funcionário acaba ficando totalmente desmotivado pois por achar que será demitido ele para de produzir acreditando que o seu trabalho não mais será válido.

Não se pode acabar com a rádio peão pelo fato de não se tratar de boatos que envolvem apenas a organização, os boatos também tratam da vida pessoal de funcionários e gerentes, mas podemos tentar amenizar a situação. Por isso, cabe também a nós Gestores de Pessoas realizarmos às devidas conexões para que o funcionário perceba que tem a autonomia necessária para buscar pessoalmente as informações que lhes diz respeito.
Pensemos nisso!


Por: Iara Silva